Vou fazer aqui uma lista das coisas que é preciso ter/ser para ser aceite por jovens queques:
- Ter um MINI. O queque, como adere a qualquer moda que aparece, tem que ter um destes belos carros. Sinceramente, até gosto do carro, tem estilo e é funcional, mas apartir do momento em que se chega à Universidade Católica da Foz e o parque de estacionamento parece um stand de Minis até mete nojo. Alternativamente a este carro, poderá também ser um Beetle ou um Smart.
- Como continuação do ponto anterior, é preciso explicar que o queque não pode ser diferente dos outros. Tem de corresponder exactamente ao estereótipo, ou arrisca-se a ser renegado. Se os óculos ray-ban entraram na moda, então há que os ter. As All-Star deixaram de estar na moda e foram substituidas pelas botas Timberland, então toca a comprar. Se o techno-minimal está na moda então há que gostar. A ideia de ser um queque é ser um autêntico clone dos outros queques. Como exemplo temos as jovens queques a conduzir um Mini, de óculos Dior a tapar meia face, 2 cm de espessura de base na cara (ou solário, ou as duas coisas), cara de autêntica cabra e a ouvir a música da moda.
- Mostrar que tem dinheiro. Este ponto é extremamente importante. O queque até provavelmente está a dever dinheiro a metade do País, mas mostrar que tem um bom relógio e conduzir um Mini é prioridade.
- Ser cabrão/cabra. Isto aplica-se mais até às gajas. Quanto mais cabra for com o mundo, maior a probabilidade de ser aceite. Claro que vai ser alvo de mal-dizer pelas outras cabras, mas não faz mal porque é assim que funciona o sistema dos queques. Cabra é sinónimo de mal-educada, nariz empinado, falsa, ter a mania que é melhor do que o resto do mundo e claro, nem dirigir a palavra a quem nao considere do seu "meio".
- Estar nos sítios que estão "in". Até pode nem se divertir, mas é necessário forçar este hábito para ver e ser visto pelos outros queques. Há uns anos o que estava a dar era o "Bazaar" e a zona do Molhe mas só agora é que os queques descobriram que o Porto tem a baixa! Mas como é óbvio não frequentam o que a baixa tem de mais interessante musicalmente ou culturalmente, então limitam-se em ficar onde estão concentrados todos os outros queques, na zona do túnel de Ceuta. Palavras como "Piolho" ou "Cedofeita" nem sequer entram no léxico desta raça.
- Fazer competição a ver quem tem menos neurónios. Este é real, mesmo! É necessário mostrar falta de cultura para entrar neste meio. Gostar do novo anúncio da Popota a dançar ao som de Buraka Som Sistema, óculos à Kanye West, e idolatrar o filme Crepúsculo é um MUST. A única cultura que se pode ter é saber a vida dos outros, e saber os nomes de família de toda a gente que é queque.
Sem comentários:
Enviar um comentário